
Anticorte
Fios de alta tenacidade (kevlar, aramida, aço) contra cortes por lâmina.

Parta do perigo real da tarefa: anticorte, mecânico, impacto, perfuração, químico, calor, frio, choque elétrico ou antiestática. Selecionar a luva pelo risco é a abordagem mais segura da higiene ocupacional e ajuda a ler os níveis de proteção da EN 388 antes de escolher o EPI.

Fios de alta tenacidade (kevlar, aramida, aço) contra cortes por lâmina.

Abrasão, rasgo e corte em manuseio industrial pesado.

Dorso emborrachado que absorve golpes e reduz esmagamento.

Resistência a pontas e objetos perfurocortantes.

Palma amortecida contra a vibração de ferramentas.

Nitrílica, neoprene e PVC contra solventes e ácidos.

Proteção térmica para solda, forno e superfícies quentes.

Isolamento térmico para câmaras frias e ambientes gelados.

Isolantes de borracha para trabalhos elétricos (NR-10).

Dissipação de eletricidade estática em eletrônica e áreas ATEX.
Selecionar a luva de proteção pelo risco da atividade é a abordagem mais segura e recomendada pela higiene ocupacional. Em vez de partir do tipo construtivo, você parte do perigo real — corte, químico, calor, choque elétrico — e busca a luva que neutraliza aquele perigo com o nível de desempenho adequado. Nesta página, as luvas estão organizadas pelos principais riscos ocupacionais das mãos.
Cada tarefa expõe as mãos a um ou mais perigos. Uma luva excelente para abrasão pode ser inútil contra produtos químicos; uma luva térmica pode não resistir ao corte. Por isso, o ponto de partida deve ser sempre o Levantamento dos riscos da atividade, base do PGR, cruzado com o Certificado de Aprovação (CA) do equipamento.
Os riscos mecânicos reúnem abrasão, corte, rasgo e perfuração. A norma EN 388 classifica cada um desses fatores, e a escala ANSI/ISEA 105 gradua a resistência ao corte de A1 a A9. Ler corretamente esses índices evita subdimensionar a proteção em tarefas com lâminas, chapas e bordas vivas.
A resistência ao corte vem de fios de alta tenacidade como kevlar, aramida e HPPE, e, nos níveis mais altos, da malha de aço. Quanto maior o nível de corte, maior a proteção — mas avalie também a destreza necessária para a tarefa.
Luvas com dorso emborrachado (TPR) protegem contra impacto e esmagamento, comuns em mineração e óleo e gás. As de resistência à perfuração usam materiais densos contra pontas e agulhas, e as antivibração amortecem a palma para reduzir a exposição à vibração de ferramentas, prevenindo lesões por esforço repetitivo.
Contra produtos químicos, o material é decisivo: nitrílica para óleos e muitos solventes, neoprene para ácidos e bases, PVC para barreira e impermeabilidade, e butílico para químicos agressivos. A norma EN 374 avalia a permeação — o tempo até a substância atravessar a luva —, por isso consulte sempre a tabela de compatibilidade do fabricante para cada agente.
Para calor por contato, convecção ou radiação, as luvas seguem a EN 407 e usam materiais como aramida, raspa e vaqueta. São essenciais em soldagem, fundição, fornos e manuseio de superfícies quentes.
Contra o frio, a EN 511 avalia o isolamento ao frio convectivo e por contato, além da penetração de água. São indicadas para câmaras frias, frigoríficos e trabalho externo em baixas temperaturas.
As luvas isolantes de borracha protegem contra choque em trabalhos energizados, com classes de tensão definidas e uso conforme a NR-10. Já as luvas antiestáticas dissipam a eletricidade estática, protegendo componentes eletrônicos e atendendo ambientes com atmosfera explosiva (ATEX).
Um ponto de partida prático para a triagem inicial, sempre confirmando o CA e as normas:
Muitas tarefas expõem a mais de um risco ao mesmo tempo — corte e químico, calor e impacto. Nesses casos, escolha uma luva que atenda o risco mais grave sem comprometer os demais, ou combine EPIs (por exemplo, luva anticorte sob luva química), sempre validando a compatibilidade e o conforto.
Antes de calçar a luva, verifique furos, ressecamento, cortes e desgaste do revestimento. Uma luva danificada perde a classificação de proteção e deve ser substituída — inspeção é parte do uso seguro, especialmente para riscos químicos e elétricos.
Em saúde, laboratórios e manipulação de alimentos, o risco predominante é a contaminação por agentes biológicos. Nesses casos, luvas descartáveis de procedimento (látex, nitrilo ou vinil) criam barreira e são trocadas com frequência, seguindo a EN 374 para proteção contra microrganismos.
Riscos biológicos e de contaminação pedem descartáveis; riscos mecânicos, térmicos e elétricos pedem luvas reutilizáveis e certificadas para o perigo específico, com inspeção antes do uso.
Toda luva deve ter CA válido para o risco a que se destina. Cabe ao empregador fornecer, treinar, exigir o uso e substituir o EPI; ao trabalhador, usar e conservar. Registrar a entrega e a validade do CA é parte da conformidade com a NR-6.
Não necessariamente. Corte e químico são riscos distintos; verifique se a luva tem também classificação química (EN 374) para a substância envolvida.
Cada dígito representa o desempenho em abrasão, corte por lâmina, rasgo e perfuração; letras adicionais indicam o corte pelo método TDM (ISO 13997).
Sim. Luvas isolantes para trabalho elétrico exigem inspeção e reensaio periódico de rigidez dielétrica conforme a classe de tensão e a NR-10.
Depende da agressividade da borda e da força aplicada. Para vidros e chapas, prefira os níveis mais altos (A5–A9 / EN nível D–F); para manuseio geral, níveis intermediários já atendem com melhor destreza.
Não. A resistência varia por substância e tempo de permeação; consulte a tabela do fabricante e troque a luva quando o tempo de proteção for atingido.