
Queda de Objetos
Biqueira de proteção contra impacto e esmagamento por queda de objetos.

Parta do perigo real da atividade — queda de objetos, perfuração, choque elétrico, piso escorregadio, produtos químicos ou temperatura — e encontre o calçado que neutraliza cada risco.

Biqueira de proteção contra impacto e esmagamento por queda de objetos.

Palmilha antiperfuração contra pregos e objetos perfurocortantes.

Solado isolante (dielétrico) para trabalhos elétricos conforme a NR-10.

Calçados antiestáticos (ESD) que dissipam cargas em eletrônica e ATEX.

Solado antiderrapante (SRC) para pisos molhados e oleosos.

Botas de PVC e materiais resistentes a ácidos e solventes.

Calçados impermeáveis para áreas molhadas e lavagem constante.

Solados e cabedais resistentes ao calor para solda e fundição.

Botas térmicas e isolantes para câmaras frias e frigoríficos.

Cano alto e estrutura que estabilizam o tornozelo contra torções.
Selecionar o calçado de segurança pelo risco da atividade é a abordagem mais segura e recomendada pela higiene ocupacional. Em vez de partir do formato, você parte do perigo real — queda de objetos, perfuração, choque elétrico, piso escorregadio — e busca o calçado que neutraliza aquele risco com a certificação adequada. Aqui os calçados estão organizados pelos principais riscos aos pés.
A escolha do EPI deve nascer do Levantamento e da avaliação dos riscos, base do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Identificados os perigos aos pés de cada função, define-se o calçado com o Certificado de Aprovação (CA) válido para cada risco. Cruzar o risco com a atividade evita subproteção e desperdício.
O risco mais comum aos pés é a queda de objetos. A proteção vem da biqueira — de aço, composite ou plástico — que resiste ao impacto e ao esmagamento. É indispensável em construção, indústria, logística e almoxarifados.
Contra pregos, estilhaços e objetos perfurocortantes no piso, o calçado usa palmilha antiperfuração, que pode ser de lâmina de aço ou têxtil de alta resistência. A versão têxtil é mais leve, flexível e não conduz calor nem eletricidade.
Dois riscos elétricos opostos exigem soluções diferentes. O calçado isolante (dielétrico) impede a passagem de corrente e protege em trabalhos energizados, conforme a NR-10. Já o calçado antiestático (ESD) faz o oposto: dissipa de forma controlada a eletricidade estática, protegendo componentes eletrônicos e ambientes com atmosfera explosiva (ATEX).
O dielétrico isola (alta resistência elétrica) para proteger a pessoa do choque; o antiestático conduz de forma controlada (resistência intermediária) para descarregar a estática. Usar um no lugar do outro é um erro grave — confirme sempre a classificação na etiqueta e no CA.
A resistência ao escorregamento segue a norma: SRA (piso cerâmico com detergente), SRB (piso de aço com glicerina) e SRC (os dois ensaios). Para cozinhas, frigoríficos e áreas molhadas, prefira o solado SRC.
Contra respingos químicos e ambientes encharcados, as botas de PVC garantem impermeabilidade e resistência a ácidos e solventes; as de PU são mais leves e resistem a óleos. A cobertura de cano alto complementa a proteção contra a umidade.
Para calor de contato — solda, fundição, asfalto — o calçado usa solados resistentes à alta temperatura. Para o frio de câmaras e frigoríficos, botas com isolamento térmico e forro mantêm o conforto e evitam lesões por baixa temperatura.
Em terrenos irregulares e escadas, o risco de entorse cresce. Modelos de cano alto e coturnos estabilizam o tornozelo, reduzindo torções, sem abrir mão da biqueira e do solado adequados ao ambiente.
Muitas funções expõem a vários riscos ao mesmo tempo — queda, perfuração e piso molhado. Escolha um calçado que reúna as proteções necessárias (biqueira + palmilha + solado SRC) e valide o CA para cada risco.
A etiqueta do calçado de segurança traz a norma atendida, os símbolos de proteção e o número do CA. Alguns códigos comuns: P (palmilha antiperfuração), C (condutivo), A (antiestático), HI/CI (isolamento a calor/frio) e SRA/SRB/SRC (antiderrapância). Confirme sempre a validade do CA no sistema do Ministério do Trabalho antes de padronizar o modelo.
Na prática, cada ambiente soma riscos. Alguns exemplos de combinação recomendada:
Um calçado que protege contra o risco certo, mas é desconfortável, acaba sendo abandonado — e o pé fica desprotegido. Numeração correta, peso adequado, amortecimento e respirabilidade aumentam a adesão ao uso e, com ela, a proteção real no dia a dia.
Não. O antiestático dissipa a estática; para choque elétrico é preciso o calçado isolante (dielétrico). São classificações opostas.
Ambas protegem quando certificadas. A têxtil é mais leve, flexível e cobre toda a sola, sem conduzir calor nem eletricidade; a de aço é bem consolidada e robusta.
SRC indica que o solado passou nos dois ensaios de antiderrapância (SRA e SRB), sendo o nível mais completo para pisos escorregadios.
Sim. Muitos modelos combinam biqueira, palmilha antiperfuração e solado antiderrapante; verifique se o CA contempla todos os riscos da sua atividade.
Depende do uso e do ambiente. Substitua ao primeiro sinal de solado gasto, biqueira exposta, perda de antiderrapância ou dano ao isolamento — mesmo antes do desgaste visível, se a proteção estiver comprometida.
Não é a melhor escolha: o couro absorve umidade. Para áreas molhadas e químicas, prefira botas de PVC ou PU, impermeáveis e com solado SRC.