CUPOM DE ATÉ 15% OFF NO PAGAMENTO À VISTA SUPER15
bota2
Botas e Calçados

Calçados de segurança por risco
ocupacional

Parta do perigo real da atividade — queda de objetos, perfuração, choque elétrico, piso escorregadio, produtos químicos ou temperatura — e encontre o calçado que neutraliza cada risco.

Botas e calçados por risco

Queda de Objetos

Queda de Objetos

Biqueira de proteção contra impacto e esmagamento por queda de objetos.

Ver Queda de Objetos
Perfuração

Perfuração

Palmilha antiperfuração contra pregos e objetos perfurocortantes.

Ver Perfuração
Choque Elétrico

Choque Elétrico

Solado isolante (dielétrico) para trabalhos elétricos conforme a NR-10.

Ver Choque Elétrico
Energia Estática

Energia Estática

Calçados antiestáticos (ESD) que dissipam cargas em eletrônica e ATEX.

Ver Energia Estática
Umidade

Umidade

Calçados impermeáveis para áreas molhadas e lavagem constante.

Ver Umidade
Alta Temperatura

Alta Temperatura

Solados e cabedais resistentes ao calor para solda e fundição.

Ver Alta Temperatura
Ambientes Frios

Ambientes Frios

Botas térmicas e isolantes para câmaras frias e frigoríficos.

Ver Ambientes Frios
Entorse

Entorse

Cano alto e estrutura que estabilizam o tornozelo contra torções.

Ver Entorse

Calçados de segurança por risco ocupacional

Selecionar o calçado de segurança pelo risco da atividade é a abordagem mais segura e recomendada pela higiene ocupacional. Em vez de partir do formato, você parte do perigo real — queda de objetos, perfuração, choque elétrico, piso escorregadio — e busca o calçado que neutraliza aquele risco com a certificação adequada. Aqui os calçados estão organizados pelos principais riscos aos pés.

Análise de risco: como a NR-9 e o PGR definem o calçado certo

A escolha do EPI deve nascer do Levantamento e da avaliação dos riscos, base do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Identificados os perigos aos pés de cada função, define-se o calçado com o Certificado de Aprovação (CA) válido para cada risco. Cruzar o risco com a atividade evita subproteção e desperdício.

Queda e impacto de objetos: biqueira de proteção

O risco mais comum aos pés é a queda de objetos. A proteção vem da biqueira — de aço, composite ou plástico — que resiste ao impacto e ao esmagamento. É indispensável em construção, indústria, logística e almoxarifados.

Perfuração: palmilha antiperfuro de aço ou têxtil

Contra pregos, estilhaços e objetos perfurocortantes no piso, o calçado usa palmilha antiperfuração, que pode ser de lâmina de aço ou têxtil de alta resistência. A versão têxtil é mais leve, flexível e não conduz calor nem eletricidade.

Choque elétrico e energia estática

Dois riscos elétricos opostos exigem soluções diferentes. O calçado isolante (dielétrico) impede a passagem de corrente e protege em trabalhos energizados, conforme a NR-10. Já o calçado antiestático (ESD) faz o oposto: dissipa de forma controlada a eletricidade estática, protegendo componentes eletrônicos e ambientes com atmosfera explosiva (ATEX).

Diferença entre calçado dielétrico e antiestático

O dielétrico isola (alta resistência elétrica) para proteger a pessoa do choque; o antiestático conduz de forma controlada (resistência intermediária) para descarregar a estática. Usar um no lugar do outro é um erro grave — confirme sempre a classificação na etiqueta e no CA.

Piso escorregadio: solados antiderrapantes (SRA, SRB, SRC)

A resistência ao escorregamento segue a norma: SRA (piso cerâmico com detergente), SRB (piso de aço com glicerina) e SRC (os dois ensaios). Para cozinhas, frigoríficos e áreas molhadas, prefira o solado SRC.

Produtos químicos e umidade: botas de PVC e PU

Contra respingos químicos e ambientes encharcados, as botas de PVC garantem impermeabilidade e resistência a ácidos e solventes; as de PU são mais leves e resistem a óleos. A cobertura de cano alto complementa a proteção contra a umidade.

Temperatura: solados para alta temperatura e ambientes frios

Para calor de contato — solda, fundição, asfalto — o calçado usa solados resistentes à alta temperatura. Para o frio de câmaras e frigoríficos, botas com isolamento térmico e forro mantêm o conforto e evitam lesões por baixa temperatura.

Entorse e apoio do tornozelo: cano alto e coturnos

Em terrenos irregulares e escadas, o risco de entorse cresce. Modelos de cano alto e coturnos estabilizam o tornozelo, reduzindo torções, sem abrir mão da biqueira e do solado adequados ao ambiente.

Combinando proteção contra múltiplos riscos

Muitas funções expõem a vários riscos ao mesmo tempo — queda, perfuração e piso molhado. Escolha um calçado que reúna as proteções necessárias (biqueira + palmilha + solado SRC) e valide o CA para cada risco.

Como ler a etiqueta e o CA do calçado

A etiqueta do calçado de segurança traz a norma atendida, os símbolos de proteção e o número do CA. Alguns códigos comuns: P (palmilha antiperfuração), C (condutivo), A (antiestático), HI/CI (isolamento a calor/frio) e SRA/SRB/SRC (antiderrapância). Confirme sempre a validade do CA no sistema do Ministério do Trabalho antes de padronizar o modelo.

Combinações de risco por ambiente

Na prática, cada ambiente soma riscos. Alguns exemplos de combinação recomendada:

  • Canteiro de obras: biqueira + palmilha antiperfuração + solado resistente à abrasão.
  • Cozinha e frigorífico: solado SRC + impermeabilidade + isolamento térmico.
  • Eletricista: calçado dielétrico + biqueira composite (não condutiva).
  • Indústria química: bota de PVC + resistência a produtos químicos.
  • Eletrônica / ATEX: calçado antiestático (ESD).

Conforto e adesão ao uso

Um calçado que protege contra o risco certo, mas é desconfortável, acaba sendo abandonado — e o pé fica desprotegido. Numeração correta, peso adequado, amortecimento e respirabilidade aumentam a adesão ao uso e, com ela, a proteção real no dia a dia.

Perguntas frequentes sobre calçados de segurança por risco

Calçado antiestático protege contra choque elétrico?

Não. O antiestático dissipa a estática; para choque elétrico é preciso o calçado isolante (dielétrico). São classificações opostas.

Palmilha de aço ou têxtil: qual é melhor contra perfuração?

Ambas protegem quando certificadas. A têxtil é mais leve, flexível e cobre toda a sola, sem conduzir calor nem eletricidade; a de aço é bem consolidada e robusta.

O que significa SRC no solado?

SRC indica que o solado passou nos dois ensaios de antiderrapância (SRA e SRB), sendo o nível mais completo para pisos escorregadios.

Um calçado pode cobrir vários riscos?

Sim. Muitos modelos combinam biqueira, palmilha antiperfuração e solado antiderrapante; verifique se o CA contempla todos os riscos da sua atividade.

Com que frequência trocar o calçado de segurança?

Depende do uso e do ambiente. Substitua ao primeiro sinal de solado gasto, biqueira exposta, perda de antiderrapância ou dano ao isolamento — mesmo antes do desgaste visível, se a proteção estiver comprometida.

Botina de couro serve para área molhada?

Não é a melhor escolha: o couro absorve umidade. Para áreas molhadas e químicas, prefira botas de PVC ou PU, impermeáveis e com solado SRC.